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sexta-feira, 15 de março de 2013

Retrospectiva 6 meses de uma nova vida



Ver essas fotos me fez perceber o tamanho do estrago que eu fiz comigo mesma. Não tomei uma atitude no mesmo dia, mas passei a me sentir imensamente desconfortável com a gordura que carregava. Sabia que algo precisava ser feito e essa decisão tinha que ser para sempre. Vestia manequim 46/48, às vezes 50 com 90 quilos. 
Só dei início mesmo à RA em 15 de Setembro de 2012. Ver essas fotos ainda me assusta. Como eu não me percebia tão grande?

De início achava que eliminaria 15 quilos de setembro a novembro, quando aconteceria minha tão aguardada viagem a Porto Seguro com minha família. Doce ilusão! Descobri nessa fase que meu metabolismo lento levaria a minha RA a 20 por hora e pensei até em desistir. Depois pensei melhor e vi que não importava quanto tempo levasse, iria no meu ritmo até meu objetivo.
Ainda tinha muito peso para perder na viagem (e ainda tenho), mas a sensação de vestir um short 44  e não ter as pernas raladas nas coxas já era uma vitória imensa. Aprendi a comemorar todos os pequenos resultados.



Essas fotos foram tiradas hoje, no meu trabalho. Manequim 42, peso 73 quilos, 17 quilos a menos em 6 meses de RA e um IMC quase normal. Ainda quero chegar aos 65,68 quilos e me manter assim, mas só de ver o quanto já conquistei, me emociono. 
Hoje minha qualidade de vida é outra, as alergias diminuíram muito, asma nunca mais tive. Minha coluna não reclama mais e nem me lembro que tenho uma hérnia de disco. É delicioso receber elogios e saber que você lutou por eles e foi a maior responsável pelo resultado.
Caí em tentação algumas vezes? Sim. 
Engordei durante esse processo? Sim, várias.
Mas levantei e levanto em todas as vezes. O segredo está em nunca desistir.
Eu sou mais importante.

Amigas, nunca desistam de vocês. Nada na vida é fácil.
Sempre que caírem, procurem se levantar. Não é uma jacada que tem poder de tirar vocês do caminho da saúde. Estamos em um aprendizado e aprender leva tempo e necessita dedicação.

Abrir mão daquilo que a gente acredita imprescindível não é fácil, mas acreditem...imprescindível mesmo é a nossa saúde, a nossa qualidade de vida e claro, a alegria de caber numa roupa que se deseja, receber um elogio. Isso sim, faz mais falta que um pedaço de bolo ou salgadinho.

Não sou exemplo de nada, mas tenho certeza que o que mudou minha vida foi o amor que eu desenvolvi por mim, mesmo quando estava gordinha. Só quando me amei de verdade é que me senti merecedora de ter uma vida melhor e emagrecer significava isso pra mim.
Problemas são complicados e difíceis de resolver. Mas pensem:
Quem é o maior prejudicado quando por causa de problemas acabamos comendo demais?
Somos nós, não é verdade?
Problemas não se resolvem com comida, então que resolvamos nossos problemas de outra forma.
Está triste? Chora até desidratar ao invés de comer uma caixa de bombons.
Chorar faz parte da vida e acredite...alivia muito.
Está com raiva? Quebre um prato, xingue, grite, esperneie. Não precisa ser na frente de ninguém. 
Não desconte em você com comida, a raiva de outra pessoa.
Está feliz? Comemore, pule, grite.
Não precisa se entupir de bebida pra comemorar.
Decepcionado? 
Tenho dificuldade de falar com as pessoas quando elas me decepcionam. Antes comia para me sentir melhor. Hoje, nem sempre consigo falar, mas sempre entro no banheiro e falo para o espelho. Pra mim, funciona que é uma beleza! Saio aliviada.

Use seu corpo a seu favor e não engula suas emoções. Abra a boca sim, mas para colocar para fora aquilo que quer sair, não empurre para dentro. Pense em você, se coloque em primeiro lugar sempre.

Beijos.









quarta-feira, 13 de março de 2013

O dia do meu sucesso

Olá, meninas...como vão?
No início da minha RA, eu disse que queria perder peso para ir a minha formatura mais magra
e poder escolher um vestido que me desse a sensação de estar "poderosa". 
Para isso, meu manequim tinha que sair do 46/48. 
Há duas semanas estou procurando por "aquele" vestido que me desse uma sensação diferente, 
que me escolhesse (dá pra entender?). 
Pois bem, ontem entrei numa boutique linda e bati os olhos nele.
Pensei muito em levar ou não porque o valor era alto, mas depois vi que merecia.
Comprei meu vestido de festa tamanho 42, que ficou lindo...perfeito.
Dia 23 é minha formatura e mais do que isso. É o dia que marca o meu sucesso!
Ainda não cheguei ao meu objetivo inicial que é 68 quilos. 
Faltam 5 quilos para esse peso, mas penso que não vou mudar
 nada na minha alimentação  mesmo quando chegar lá e se descer além disso, ficarei feliz..claro.
Beijos em todas.


Este selinho ganhei da Fran:


1) Por que você criou o blog? 
Queria trocar idéias com pessoas que estivessem passando pelo mesmo processo que eu e também precisava desabafar, falar de mim e do que eu sinto.

Qual o tipo de público que mais acessa e comenta?
Pessoas que, como eu, buscam uma vida melhor.

3) Quais são os assuntos que mais aborda?
As implicações do emagrecimento, minha rotina, angústias e vitórias.

4) Qual sua expectativa em relação ao blog daqui a alguns anos?
Quero olhar para ele como uma fase bonita e de aprendizados que eu vivi. Ele conta a minha história.

5) Procura estender o blog através das redes sociais?
Não. Não participo de redes sociais.

6) Em que redes sociais você divulga o blog?
Nenhuma

7) O que você faz para que o blog seja mais conhecido?
Acho que aqui é um espaço de troca, então procuro sempre que posso, visitar as amigas e também procurar por novas.

8 Gostaria de fazer parcerias? Com empresas de que ramo?
Acho a idéia interessante, mas nunca pensei nisso.

9) Qual a sua maior dificuldade em ter um blog atualmente?
Time, Time, Time.

10) Responde os comentários feitos no blog?
Sim, sempre que possível. 

11) Retribui as visitas a outras blogueiras? 
Sim, retribuo sempre, mas às vezes só consigo acessar 1 ou 2 x na semana.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Abrir mão é difícil?

Oi meninas, tudo bem?

Preciso falar sobre algo que me aconteceu e me fez pensar:
Estava na faculdade na terça e conversa rolando, alguém me perguntou o que tenho feito para emagrecer. Uma me deu o caderno e pediu para escrever o que eu não como mais. Eu morri de rir e respondi: Não tem segredo. É comer certo e fazer exercício.
Aí vieram os comentários: Mas eu não consigo ficar sem chocolate todo dia, eu não consigo dizer não ao refri, ao salgadinho, aos doces, exercício nem pensar e etc. A que me entregou o caderno  abriu a bolsa e tirou de lá 10 bombons miniaturas, mais 2 pirulitos, confete...Parecia uma bolsa-bomboniere!
Uma delas disse que estava com sérios problemas de saúde, quase diabética, colesterol nas alturas, mas não conseguia perder peso. Essa me perguntou se eu não como mais chocolate e eu respondi que sim, mas diferente de antes, como de vez em quando e muito pouco porque não é a quantidade que mata a vontade. 
Pronto! Foi um tal de "Meu Jesus, eu não consigo ficar sem chocolate!" ou "não dá pra eu não comer doce todo dia!" e também "eu PRECISO tomar coca-cola todo dia, senão piro!".
Eu somente sorri e disse: 
Esqueci que tem um segredo para perder peso. Você realmente precisa querer!
Todo mundo sabe o que faz mal, o que engorda. O problema é estar disposto a dizer não, a abrir mão. 

Tem que querer de todo o coração, com todas as suas forças. Só assim a gente consegue a motivação necessária para dizer não ao enorme mundo de guloseimas que nos cercam. É preciso querer muito para entender que a quantidade é o problema e que a gente tem que aprender a parar. É preciso querer muito para ter disposição em fazer boas escolhas e rejeitar aquilo que todo mundo sabe que faz mal.

Não sou dona da razão, mas acho que o primeiro passo não tem que ser dado por nutricionista, endocrino. Somos nós, os maiores interessados é que temos que começar. Já atendi em uma clínica de diabéticos e me questionava sempre do por quê dessas pessoas saberem o efeito do açúcar no organismo delas e mesmo assim continuarem comendo. Com o tempo, descobri que a doença estava presente, mas muitas não queriam abrir mão de nada para mudarem de vida, para terem saúde. 
O "abrir mão" era difícil para essas pessoas e elas se agarravam a comida e ao açúcar como tábua de salvação (que paradoxo, hein!). 
Existem pessoas com dificuldades de abrir mão, de mudar o caminho. Ficam ali, enraizadas nas suas crenças e não conseguem pensar em outra possibilidade. Racionalmente ela quer mudar, mas não consegue porque algo mais profundo a faz se sabotar, a faz voltar sempre ao caminho de antes. Por isso é importante se conhecer e  puxando sardinha para meu lado - a terapia é importante.
Eu tentei de todas formas emagrecer, dizia aos quatro ventos que queria muito. Mas hoje vejo que nunca quis de verdade, o meu querer era superficial. Tinha algo mais forte que sempre me impedia de continuar. Só depois que eu descobri na terapia o significado profundo que a comida tinha para mim é que consegui engrenar e ficar firme.
Na RA ou numa dieta, temos que abrir mão de muita coisa. Mais do que isso, temos que dizer não quando, na verdade, queríamos aceitar e repetir. Em vários momentos temos que ir contra nossas emoções. Não é fácil mudar os hábitos e rejeitar aquilo que, por anos, engolíamos com o maior prazer do mundo. Não é fácil abrir mão da importância da comida, não é fácil abrir mão do corpo gordo. Não é fácil deixar de viver no automático e pensar se deve ou não comer mais um brigadeiro.Prestar atenção na gente é complicado e algumas pessoas nunca se perceberam de verdade.


Eu, várias vezes pensei. Mas e quando eu chegar aos 68 quilos, meu objetivo? Vou ter que continuar controlando tudo que como? Hoje eu sei a resposta.
Meu corpo, ao contrário do que eu pensava antes, é sábio e digno de confiança.
Eu estou reeducando ele. Há quase 6 meses tenho aprendido o que fazer e o que comer. Não há controle, há aprendizado e se eu aprendi a comer certo, não tem razão para engordar novamente. Existem coisas que comia e hábitos alimentares que eu abri mão e rejeitei mesmo, para sempre. É uma nova vida que eu escolhi.
Eu decidi abrir mão da Kel de antes. Decidi mudar o caminho, mas só consegui depois que descobri o que o antigo caminho de gordura e guloseimas era para mim.
Sei que sou mais feliz agora e é assim que quero ficar.
A comida é o que eu preciso para sobreviver. Para viver eu preciso de saúde, de estar feliz e satisfeita comigo.

É isso, amigas.
Abrir mão não é fácil, mas é necessário.
Se está difícil continuar, procurem ajuda mas não deixem esse novo caminho.
A gente merece!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Post à jato

Não gosto de vir aqui assim correndo, mas aproveitei meu horário de café para dar 
um oi e dizer que tudo está muito bem. 
Estou muito feliz porque meu peso está caindo e tenho 
conseguido me controlar mesmo em festas. 
Ontem foi aniversário da minha mãe e comi um pedaço de torta de 1 cm (eu mesma cortei). 
Matei a vontade de comer a torta e fiquei feliz comigo. 
Balança hoje cedo marcou 73,3 kg, que totalizam 17 quilos eliminados em 5 meses e meio.

Bom poder contar essas vitórias, bom falar do quanto é gostoso o reconhecimento das
 pessoas na rua pelo meu esforço e resultado. Faz um bem danado para a autoestima.
Finalmente estou cuidando de mim!

Bom, é isso!
Tô sempre passeando no blog de vcs, mesmo que não comente.
Assim que as coisas acalmarem, eu volto com tudo.

Beijão
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