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Achei que não sobreviveria à quarta-feira.
Sabe quando a nuvenzinha negra está sobre sua cabeça e ao invés da coisa melhorar durante o dia, só piora?
Pois é, na quarta uma tempestade com raios e trovoadas ficou paradinha aqui sobre mim.
Perdi o sono, sei lá por que e acordei às 5 da manhã tendo ido deitar à meia noite. Eu realmente tenho muita necessidade de dormir bem, pelo menos 8 horas e como o déficit foi grande, já acordei mal. Depois o que se desenrolou durante o dia e à noite só serviu pra piorar a coisa.
Eu passei o dia todo com uma fome violenta, só queria doce, carboidrato, pão. Nossa!
Foi terrível, mas sobrevivi. Entre mortos e feridos, eu me salvei e consegui me controlar na medida do possível.
Não sei se é o cansaço, mas tenho estado mais nervosa, impaciente, doida para mandar umas pessoas catarem coquinho (não pode falar palavrão aqui, rs), o que em nome da boa convivência é complicado. O meu limite está chegando ao fim com certas pessoas e está complicado engolir algumas coisas. Sabe quando você é gente boa, gosta de ajudar, tratar bem, procura agradar e a pessoa exagera na dose, ou no sentido literal "trepa"?
Pois é... tem gente que não percebe que para tudo na vida tem uma coisa chamada limite e o dela acaba quando o meu começa. Acho chato ter que falar, mas se já demonstrei insatisfação e não adiantou, o jeito será rasgar o verbo. Acorda, pô!
Se há uma coisa que tenho feito desde que decidi cuidar de mim é não ficar guardando palavras. Eu tento de todas as formas mostrar o que gosto ou não gosto e juro para vocês, sou a mãe da paciência e da calma. Não sei fingir que estou feliz se estou p da vida e antes de estourar eu demonstro mesmo que tem algo incomodando.
Demoro para estourar, mas quando eu estouro, aí...ferrou!
Desculpem pelo momento DESABAFO.
Mas...mudando de assunto:
Hoje à noite, sábado e domingo vou passear com minha família e descansar um pouquinho já que inicio a Pós no próximo sábado. Será um passeio muito legal, em um hotel delicioso em Cabo Frio/RJ. É uma maravilha, no jardim do hotel tem uma porta para a praia, praticamente na areia. É esse aí da foto.
Hoje cedo, ganhei de presente um sorriso da balança, me mostrando 71,6. É o menor peso desde que comecei a RA em setembro e é o peso que eu tinha aos 18 anos. Não é lindo? Já se foram praticamente 19 quilos e agora só faltam 6 quilos para os 65 tão sonhados.
Sobre o post anterior (consumismo), eu decidi que meu cartão de crédito ficará em casa por uns tempos. Sempre tive falta de coragem para pegar o dinheiro na carteira e entregar, mas com o cartão acontece o "depois eu pago" e aí acabo exagerando. Como eu sou meio "pão dura" para dar as notas acho que isso vai me frear - Eu espero!
Adorei a ideia da Brunna sobre trocar com as amigas roupas com numeração maior/menor. Pena que no meu trabalho não dá, pois só tenho como companhia uma prima que veste 36 e no meu círculo de amizades a mais gordinha sempre fui eu. Mas é uma sugestão interessante demais.
Ahh, já viram a nossa amiga Ana C. na revista Sou mais Eu?
Eu já adquiri a minha.
Dá o maior orgulho ver o sucesso de uma pessoa que nós acompanhamos aqui e que com ela trocamos experiências, né?
Parabéns Aninha, estás linda ...Você merece mesmo nossos aplausos!
Bom meninas, acredito que agora eu só apareça na segunda.
Um beijo enorme a todas e lindo fim de semana, ok?
Olha eu aqui! Demorei mas consegui vir.
Novidades desde dia 27:
TPM brava se foi deixando um saldo enorme de peso. Pois é, engordei.
Na quinta feira passada estava com 73,5 quilos (quase 1 quilo meio a mais), mas consegui voltar para os trilhos e hoje a balança já cravou 72 redondinhos. UFA!
Feriado comi chocolate (no total do fim de semana foram 5 bombons), peixe grelhado e frito, pirão, sorvete e muita salada. Tenho tomado pouca água e acho que isso está me prejudicando, então tratei de incorporar novamente o meu copão (daqueles de misturar suplemento de academia) de chá de gengibre na minha bolsa tiracolo. Tomando esse chá meu corpo desincha e meu metabolismo acelera, o que me ajuda bastante.
Acredito que agora retomo de onde eu tinha parado.
Sexta vou para à praia com minha família e ficaria imensamente feliz de ver na balança a casinha dos 71 me dando tchau. Vamos batalhar pra isso!
Bom, vamos falar sobre algo que está me fazendo pensar:
O Consumismo.
Perder peso sempre significou pra mim melhora de saúde. Mas ninguém aqui é hipócrita de dizer que a estética não é importante. Eu, que sempre vesti jeans e blusa larga, primeiro me vi comprando um monte de roupas tamanho GG e EG para ficar na moda e me sentir melhor. Isso foi lá trás, quando eu decidi assumir meu manequim 48. Tive uma fase consumista demais, mas esse novo olhar para mim me ajudou muito a tomar a decisão de emagrecer.
Bom, venho emagrecendo e as antigas roupas ficando largas, sem forma no meu corpo e desconfortáveis.
Meus sapatos antes 39/40 agora saem do meu pé que voltou ao tamanho 38.
Lá vem de novo o monstrinho do consumismo me pegar.
Sei que tenho exagerado e isso me incomoda. Meu marido, para me agradar, diz que é normal porque agora gosto mais do meu corpo e isso estimula comprar mais roupas. Quero estar bonita, na moda e moda era tudo que meu guarda roupa não tinha.
A vontade de trocar o guarda roupa é grande e haja dinheiro para bancar isso tudo.
Há uns 3 meses a coisa degringolou e eu só percebi com uma situação em especial. Eu sempre tive o sonho de ter uma minissaia (escrevi correto?) jeans. Assim que coube em uma 42, eu comprei. Ela está lá, no meu cabide, há 2 meses. Não tenho coragem de usar algo tão curto. Detesto chamar atenção.
Comprei por impulso essa peça e me arrependi. Nunca vou usar.
Acendeu a luz vermelha!
Pra que?
Claro que tem o lado bom. Tem muita coisa que comprei e uso. Fiz bons negócios nessa temporada de liquidações (Ô tentação!). Mas o que me intriga é :
Será que é uma fase e daqui a pouco eu me acostumo com esse novo eu ou é a compulsão dando as caras com uma nova roupagem (olha a palavra mágica aí de novo!)
Tenho exagerado e isso é fato. Mas como sair desse ciclo?
Ainda quero perder mais peso, chegar ao manequim 40. Sei que tudo que eu comprar agora ficará largo daqui a pouco. E aí?
Como dizer não a um desejo de ter algo que se gosta, quando tudo que mais queria na vida era poder escolher uma roupa e não ser escolhida por ela?
Tenho conseguido controlar bem a compulsão alimentar, mas compulsão não é a mesma coisa que um comportamento desenfreado, em que se pratica o ato sem precisar?
Ninguém precisa comer uma caixa de bombons inteira, assim como ninguém precisa ter no seu guarda-roupa 10 bermudas. Vejo uma relação forte entre a comida e as compras.
Sei que pode parecer idiota e fútil o que eu escrevi e talvez seja menos importante que o problema de muitas. Mas entendo que esse espaço é para trocas e discussão daquilo que incomoda a gente. Por isso, gostaria muito de saber se alguém passou por isso ou passa e como saiu dessa.
Beijos, na hora do almoço vou na casinha de todo mundo.
Uma TPM catastrófica!
Caramba!
Nem me lembro quando me senti desse jeito. Tudo dói, do peito às coxas!
Não menstruo todos os meses porque tomo pílula direto desde que precisei
operar pois estava com endometriose. Desde então menstruo o mínimo possível
para não ter recaídas no quadro.
Mas quando ela some mais de 4 meses, vem como avalanche, derrubando
tudo, inclusive a mim.
Depois de um bom tempo sem comer besteira, ontem estava com falta de sono,
fiquei vendo TV até tarde e aí me atraquei com um pacote daqueles ovinhos de
amendoim gordurosos toda vida. Uma fome louca, desvairada!
A droga é aquela sensação horrível e a pergunta que vem depois: Por que eu fiz
isso, se não precisava?
Estou desde segunda com os nervos à flor da pele, irritada, chateada e
com o corpo só pedindo cama.
Peso aumentou, meu tornozelo está enorme com a retenção de líquido
e agora me dei conta de que estou chata à beça (pra que tanto lamento, Kel?)
Bom, fato é que depois de bater 71,8 no sábado, hoje estou com 72,8.
Saldo do inchaço, da falta de água, da prisão de ventre, do prosecco da comemoração
da formatura no sábado e domingo e agora do maldito ovinho de amendoim.
Acabei de voltar da padaria.
Meu marido, com pena de mim, me levou para tomar um café e me trouxe
de volta ao trabalho.
No caixa, peguei um talento pequenininho da embalagem preta e ele está
aqui no bolso do meu casaco.
Meu corpo pede serotonina, mas estou sem coragem nenhuma de comer.
Vamos ver no quer vai dar.
Nada de esmorecer.
Vou fazer o máximo possível para me controlar e segurar a onda.
Vai passar, eu sei.
Daqui a pouco tudo volta ao seu normal.
Quero conversar aqui sobre algo que está acontecendo comigo em relação a consumismo,
mas vou deixar para outro post.
A cabeça não está legal. Depois que a TPM passar, eu escrevo sobre isso.
Beijo grande!
Olá lindonas,
Tudo bem por aí?
Bom, como falei no post anterior, sábado foi um dos dias mais importantes da minha vida. Dia em que um sonho antigo virou realidade e eu venci o desafio de me tornar uma psicóloga.
Esse foi um curso que mexeu muito comigo, me amadureceu demais e me mostrou que o melhor caminho é sempre ir à luta e não esperar acontecer.
Foi um dia de muitas alegrias e emoções.
Vou colocar um pouquinho das fotos pra vocês. Não são as fotos oficiais que só ficarão prontas mais para a frente, por isso, desculpem a qualidade ruim (minha máquina está péssima).
Obrigado pelos comentários carinhosos de todas no post anterior, viu?
É isso, meninas.
Quero dizer a quem comentou no post anterior sobre ter o sonho de fazer Psicologia que batalhe por ele. Não importa a idade, viu Cintia Magrelete e Lucélia?
Minha melhor amiga na Universidade tem 62 anos e se formou comigo no sábado. Nunca é tarde para realizarmos um sonho e sempre é hora de lutarmos por ele.
Penso que o curso de Psicologia é um curso que nos faz mergulhar fundo nos nossos medos, nas nossas angústias, reviver algumas experiências e trazer novos significados para nossa vida. Foram 5 anos de muito aprendizado e profundo autoconhecimento. Conhecer melhor a mente humana, suas especificidades e se despir de todo e qualquer preconceito foi um processo muitas vezes dolorido pra mim. Para conhecer o outro é necessário se conhecer também e eu fui fundo em muita coisa que evitava mexer. Todo esse árduo processo me fez mais forte, mais segura e até mais guerreira. Minha professora, orientadora e paraninfa disse no seu discurso que todos nós havíamos mudado muito e eu tenho certeza de que a Kelly de 2008 é outra agora em 2013.
Foi preciso tirar todos os móveis e antigos adornos da "minha casa" para que a mulher que eu sou hoje viesse à tona. Precisei desarrumar para rearrumar, tive que me desacomodar, jogar fora coisas que não tinham valor e eu não queria largar. A confusão de pensamentos que não se encadeavam, deu lugar a novos significados, nova decoração e novos arranjos.
Sou muito melhor hoje pelo simples fato de conseguir me enxergar e me sentir digna do amor das pessoas.
A decisão de emagrecer foi parte desse processo. Pude ter a certeza da minha força e do compromisso que assumi comigo nesses últimos dias. Não me lembro de outra ocasião em que me dediquei tanto a mim como agora com a RA. Eu, que nunca havia pensado muito em mim, me vejo com uma responsabilidade imensa de me fazer bem e de ser feliz. De gostar do que eu vejo no espelho.
E que delícia é acordar todo dia com esse pensamento!
Que gostoso é saber que eu sou capaz de resolver meus problemas, cuidar de mim e das pessoas que amo.
Me sinto livre e feliz para viver a vida que eu escolhi e quero muito mais dela.
Um beijo a todas e mais uma vez, obrigada.